quarta-feira, 9 de abril de 2014
Blink-182 Doritos Late Night
O projeto de realidade aumentada Sweet Chili da Cubo para Doritos deve ter inspirado o da Goodby, Silverstein & Partners para a marca nos EUA. Lá o projeto da variante Doritos Late Night permite que a pessoa simule um show banda Blink182 (que retorna aos palcos depois de 5 anos) e do rapper Big Boi no seu computador. Para assistir às duas músicas gravadas para a apresentação virtual a pessoa deve ter em mãos um pacote do salgadinho. E a banda só vem para o bis se o usuário fizer barulho no microfone (SEN-SA-CI-O-NAL). Bem produzidinho, como proposta de Realidade Aumentada é legal. Mas, em termos de engajamento, acho que aqui a PepsiCo saiu na frente…
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Pepsi x Coca-cola
Na briga pela atenção do consumidor 2.0, a Pepsi e a Coca-Cola andam em guerra!
A primeira lançou a campanha Unbelievable nos pontos de ônibus em Londresm, enquanto a segunda colocou o Slurp nos cinemas de Conpenhague. Para o pessoal de PP que curte Midias Digitais , eis aí dois bons exemplos:
A primeira lançou a campanha Unbelievable nos pontos de ônibus em Londresm, enquanto a segunda colocou o Slurp nos cinemas de Conpenhague. Para o pessoal de PP que curte Midias Digitais , eis aí dois bons exemplos:
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Itaú, Ponto Frio e Netflix no Twitter
Na era das redes sociais já não é tão surreal mais ver algumas marcas saindo do lugar comum e travando diálogos incríveis, recheados de ousadia e criatividade, seja com o público ou até mesmo com outras marcas. Os profissionais e empresas de Social Media estão cada vez mais antenados, experientes e qualificados.
No Twitter, por exemplo, os perfis de Pontofrio, Netflix e Itaú já tem um histórico interessante de criatividade. A rede social de 140 caracteres disparou hoje um diálogo que reúne as três marcas, que incitadas por usuário, interagem e promovem um ao outro. Questionada, a assessoria de imprensa do Twitter garantiu que o diálogo foi espontâneo. Confira o diálogo entre eles, clicando aqui!
quinta-feira, 27 de março de 2014
Você é o técnico!
Muito se fala em análise de sentimentos, que soa como o canto da sereia para o pessoal de marketing. Existe muita teoria e pouca experiência prática, especialmente quando falamos em projetos envolvendo grande volume de dados. O cenário fica ainda mais vazio quando buscamos projetos, dessa magnitude, em português.
Contra essa corrente, ano passado, foi lançado o projeto Ei! , cuja tecnologia possibilitará a análise de sentimentos em português de grande volume de dados, de forma completamente automática. O projeto é da IBM. Ele é simples no conceito, mas ousado e complexo na realização. A missão é analisar os posts publicados pelos milhões de torcedores no Twitter sobre os jogos da seleção brasileira na Copa das Confederações, consolidá-los em "insights" e disponibilizá-los para o acesso do técnico da seleção. Tudo em "real time". Esse é o resumo do Ei!
Antes do projeto ser oficialmente anunciado, foram realizadas simulações em partidas de grande repercussão, como Corinthians e Chelsea na final do Mundial Interclubes em 2012, e Brasil e Inglaterra, jogo ocorrido em maio passado. Foram analisadas milhões de mensagens no Twitter relacionadas a essas partidas. A experiência evidenciou a complexidade em executar tal projeto em tempo real na Copa das Confederações.
A expectativa do Ei! é a análise de milhões de tweets, que exigirá alta capacidade de processamento e excepcional capacidade analítica. Em tempo real, serão geradas estatísticas e gráficos que ilustrarão os comentários sobre os temas mais discutidos no Twitter, como performance individual dos jogadores da seleção, desempenho da equipe, da comissão técnica e do árbitro antes, durante e após os jogos.
Para completar a ousadia do projeto, o resultado das análises será divulgado através do aplicativo chamado Ei!, desenvolvido pela IBM especialmente para esse projeto, que poderá ser acessado exclusivamente pelo técnico da seleção (caso ele queira, obviamente) através de um login e senha especiais. Nos dias dos jogos, os resultados desta análise de sentimentos poderão ser vistos durante a transmissão da Band, parceira da IBM na ação. Para divulgar e gerar buzz, a IBM acaba de lançar uma campanha incentivando os torcedores a serem treinadores auxiliares, fazendo sua opinião ser ouvida e, quem sabe, ser considerada pelo técnico da seleção.
Vejam o vídeo de promoção do projeto:
segunda-feira, 17 de março de 2014
Problemas com internet na Copa do Mundo
As empresas de telecomunicações estão correndo contra o tempo para garantirem uma infraestrutura eficaz para o fornecimento da internet de qualidade durante a Copa do Mundo. Entretanto, especialistas alertam que a transmissão de dados no megaevento pode apresentar falhas. Com base no levantamento da Frost & Sullivan’s e Cisco, a expectativa é que sejam consumidos cerca de 19,2 bilhões de gigabytes (GB) em 2014. O número representa um crescimento de 65,09% do consumo em relação ao ano passado.
O especialista em tecnologia e diretor da empresa Ledcorp, José Lúcio Balbi de Mello, afirma que há possibilidades da internet apresentar falhas ou ficar lenta durante os jogos. Recentemente, as cinco operadoras móveis – Oi, Vivo, TIM, Claro e Nextel – criaram um consórcio para montarem a infraestrutura dos estádios que receberão os jogos da Copa. Para isso, realizaram um investimento de R$ 200 milhões, abrangendo compra de antenas, cabos e roteadores nos estádios, que devem ficar prontos em abril, com dois meses de antecedência dos jogos. “A preparação pode não ser o suficiente para atender todo o público esperado. A demanda elevada na Copa deverá criar um congestionamento na rede de dados e, consequentemente, falhas na conexão. Para isso não acontecer, é preciso mais investimentos, como o uso de antenas emergenciais nos locais de maior concentração de pessoas”, alerta o especialista.
Ele explica que esses problemas refletem também na falta de organização da Anatel por não ter liberado, com antecedência, uma frequência que não interferisse na implantação do 4G. “As operadoras ainda não possuem estruturas adequadas para oferecerem o serviço de internet com qualidade, o que vale tanto para a internet 3G, quanto para o 4G. Para ser ter uma dimensão dessa falha, a rede 3G disponível no Brasil alcança a velocidade máxima de 7 Mbps, enquanto a internet 4G, utilizada nos EUA, na Ásia e Europa, pode atingir até 100 Mbps. As empresas de telefonia esqueceram que, além de implantarem o 4G, é necessário cuidarem da qualidade dos serviços já prestados. É importante investir no 3G para oferecer o mínimo de qualidade para a conversação e para a voz”, analisa o especialista.
domingo, 16 de março de 2014
Escova de dentes 2.0
A novidade da vez é a escova de dentes conectada à internet. Criada pela P&G para a Oral-B, a nova escova cibernética usa bluetooth para se conectar a um aplicativo que estará rodando no smartphone. O dentista, então, ajudará o consumidor a programar adequadamente o aplicativo para seja feita uma escovação mais adequada, atendendo áreas de sua boca que precisam de mais atenção. E, melhor, a escova orienta em "real time" a sua escovação, provendo conselhos customizados para você a cada escovação, como sugerindo ao usuário a escovar mais determinadas partes da boca ou diminuir a pressão da escova sobre os dentes se você estiver exagerando na força. Também pode-se competir com membros da família para ver quem escova melhor. Testes mostraram que a escova aumentou a escovação de menos de 1 minuto de duração para mais de 2 minutos. Veja a foto reproduzida do daymail.co.uk que resume bem as capacidades do dispositivo.
O preço ainda não está definido, mas a nova escova deverá custar entre 200 e 300 dóláres. Fica aqui o vídeo de promoção do produto:
sábado, 15 de março de 2014
Entrevista com Jekins
Como não poderia deixar de ser, inauguramos este blog falando sobre Jekins. Ele está na crista da onda e várias são as entrevistas com o professor de estudos de mídia comparada no MIT (EUA). A revista Época Negócios publicou em Novembro de 2008, uma ótima entrevista. Mesmo passados 6 anos destes depoimentos, muitas opiniões de Jekins continuam sendo a base para nossas reflexões. Segue aí um trecho da matéria:
Época NEGÓCIOS – O senhor poderia explicar a idéia central do seu livro, Cultura da Convergência?
Henry Jenkins - Quando a maioria das pessoas da indústria de mídia fala de convergência, o discurso envereda pelo lado tecnológico: qual caixa preta irá controlar o fluxo de mídia no futuro? Então, eles falam em aparelhos que promovem a convergência, tal como o iPhone, capaz de executar muitas funções de mídia diferentes — como exibir filmes, reproduzir música, acessar a internet... Em certa medida, caminhamos em direção a uma maior integração entre as diversas mídias, se pensarmos somente em plataformas ou aparelhos. Mas nós também vemos que a mídia opera cada vez mais como um sistema cultural, em que cada história, imagem, som ou relacionamento é transmitido pelo maior número possível de canais de mídia. E a decisão sobre o uso de cada um desses canais é tomada tanto nos quartos dos adolescentes quanto nas salas de reunião dos conselhos de administração das grandes empresas do setor. Com isso, quero dizer que a convergência é promovida em igual medida pela integração das companhias de mídia, por seu desejo de explorar sinergias entre as diferentes divisões, pelo desejo dos consumidores de ter acesso ao conteúdo que querem, onde, quando e no formato que eles considerarem melhor e por sua determinação em adquirir esse conteúdo ilegalmente, caso ele não seja disponibilizado. Isso é a “cultura da convergência”.
NEGÓCIOS – Quais são os principais desafios que essa cultura coloca para os conglomerados de comunicação?
Jenkins - Nesse cenário, as pessoas tomaram a mídia em suas próprias mãos e passaram a explorar elas mesmas novas ferramentas e plataformas que lhes permitam criar e veicular os seus próprios conteúdos. Por trás da cultura da convergência, está uma outra: a participativa. Vemos essa cultura participativa emergir em torno do YouTube, onde boa parte do conteúdo realmente interessante é gerado por amadores. Vemos essa cultura também no Second Life, onde as diferentes comunidades de consumidores estão construindo um mundo a partir de suas próprias imaginações. Num mundo de comunicações em rede como o nosso, a cultura participativa impacta a maneira como o conhecimento é produzido e distribuído. Hoje, como nos disse (o filósofo da comunicação) Pierre Levy, todo mundo sabe alguma coisa, ninguém sabe tudo e qualquer coisa que alguém saiba está disponível a qualquer hora para qualquer um que tiver interesse. Essa é a essência da inteligência coletiva, e podemos vê-la em exercício em lugares como a Wikipedia, onde as pessoas com as mais diversas especializações compartilham e examinam o conhecimento em conjunto para produzir um trabalho de referência maior e mais rico do que qualquer indivíduo seria capaz de imaginar sozinho. O maior desafio ainda está em curso: é negociar os termos dessa participação.
NEGÓCIOS – O senhor pode nos dar exemplos?
Jenkins – A publicidade nos blogs. Há tanto que não sabemos a respeito dessa questão! Enquanto os blogueiros se posicionarem como vozes independentes que oferecem uma alternativa aos veículos de mídia padrão, haverá um grande potencial de conflitos de interesse, uma vez que eles atraem os mesmos anunciantes que os veículos tradicionais. No mundo do jornalismo impresso, vimos que esse tipo de tensão rebaixou o papel dos jornais alternativos na sociedade americana. Poucos dos tablóides locais que surgiram em profusão nas décadas de 1960 e 1970 sobreviveram. Os que ainda existem são politicamente mudos e seu foco é quase sempre entretenimento ou a programação cultural local, como é o caso do Village Voice de Nova York, do Creative Loafing de Atlanta e do Boston Phoenix. Eu odiaria ver o mesmo acontecendo com os blogs. Por outro lado, não está claro por quanto tempo mais os blogs irão se sustentar à base de trabalho voluntário. É possível que os patrocinadores (e também os leitores, por que não?) queiram dar suporte financeiro aos blogueiros mais visionários e talentosos para que eles possam se dedicar integralmente a rastrear e a comentar histórias. O modelo de negócios que irá sustentar os blogs depois que a primeira onda de excitação e paixão começar a diminuir ainda não está claro. Produzir conteúdo uma semana atrás da outra é um trabalho duro. Talvez não precisemos que os blogueiros se transformem em profissionais em período integral, mas eles precisam ter um meio de integrar a produção de conteúdo em suas vidas profissionais e receber incentivos para prosseguir com o difícil trabalho de manter uma publicação viva. Eu acho que a busca por incentivos não-econômicos que promovam a participação contínua é uma questão-chave à medida que caminhamos para a nova fase da Web 2.0.
NEGÓCIOS – Como blogs e blogueiros se encaixam na cultura participativa?
Jenkins – A blogosfera se tornou um dos setores de maior visibilidade na cultura participativa, embora ainda exista uma tendência de analisá-la em contraposição ao jornalismo tradicional. Isso é um erro. Na realidade, os blogs dependem profundamente do trabalho que é realizado por jornalistas profissionais. O que os blogueiros fazem é tornar o trabalho dos jornalistas profissionais mais relevante para públicos com interesses específicos diferentes. Como regra geral, os blogs atuam junto a parcelas da população que se sentem mal atendidas pela mídia tradicional. O blogueiro procura por notícias que sejam interessantes para aquela determinada comunidade em uma série de veículos de mídia diferentes, além de produzir conteúdo próprio. Ao fazer isso, ajuda a expandir a circulação de diferentes conteúdos e os situa num contexto específico, mais próximo dos interesses de seus leitores. Um produtor de mídia tradicional seria muito sábio se passasse a olhar os blogs de perto, procurando entender como o veículo de mídia para o qual trabalha deixa de atender às necessidades e aos anseios de diferentes segmentos de público. A partir dos blogs este produtor poderia mapear os interesses de potenciais consumidores e conhecer melhor que opiniões eles têm a respeito dos programas e do conteúdo produzido hoje.
NEGÓCIOS – Como comparar blogs e redes sociais? O senhor acredita que um irá triunfar sobre o outro?
Jenkins – Eu vejo como um engano o debate a respeito de blogs e redes sociais. Os blogs constroem comunidades em trono de interesses compartilhados. As redes sociais tendem a surgir em torno de personalidades específicas e estabelecem uma ponte entre múltiplas comunidades de interesse. Uma rede social formada pelos meus amigos poderia incluir pessoas de minha comunidade geográfica, de minha vida pessoal, profissional e assim por diante. Eu sou o elo entre essas pessoas e elas alimentam uma ampla rede de comunidades de interesse. Os blogs tendem a nos dividir, enquanto as redes sociais tendem a nos unir.
NEGÓCIOS – O senhor entende que a cultura participativa é um dos motores por trás da pirataria?
Jenkins – Por um lado, os consumidores na cultura da convergência exigem a possibilidade de acessar um conteúdo em múltiplas plataformas. Ninguém quer ser obrigado a assistir um programa de televisão num horário específico, ficando refém da grade de programação da emissora. Há também espectadores que não querem ficar trancados do lado de fora de uma série que eles descobriram no meio da temporada. Eles querem acesso aos episódios anteriores em algum lugar que lhes permita acompanhar o programa no seu próprio ritmo, assistindo a todos os episódios de uma só vez ou em intervalos de tempo determinado, seja na internet ou no iPod. Ninguém quer esperar seis meses ou um ano para assistir a um programa estrangeiro cuja distribuição ainda não foi negociada por uma rede em seu país. Eu quero assisti-lo agora para poder participar da discussão internacional. E, como é possível ter acesso a esse programa de maneira ilegal, ninguém vai esperar que ele passe a ser oferecido legalmente. Há cada vez mais consumidores com interesses específicos em busca de determinados conteúdos que talvez nunca sejam oferecidos comercialmente em seu país — seja um anime japonês, uma comédia australiana ou uma telenovela latino-americana.
NEGÓCIOS – Que estratégias as empresas de mídia podem adotar para atender a essas novas necessidades?
Jenkins – Uma delas é oferecer sua programação online, num modelo de negócios similar ao do iTunes, em que os usuários de iPod adquirem músicas e vídeos. Uma série de TV pode ser comprada no site e assistida da maneira que o consumidor considerar melhor, talvez até mesmo de uma tacada só. Mas alguns produtores têm ido além e exploram as diversas plataformas de mídia não apenas para transmitir o conteúdo da TV, mas também para expandir a experiência de entretenimento. Séries como Heroes e Lost ampliaram sua presença na vida do espectador por meio de jogos interativos oferecidos na internet (os ARG – alternative reality games), mini-episódios montados especialmente para veiculação em telefones celulares (os mobisodes) ou mesmo de histórias em quadrinhos online. Os fãs de um determinado programa querem ir mais longe, eles esperam encontrar na internet muito mais do que vêem na televisão. Eles querem sentir que têm acesso a informações antes só disponíveis para os envolvidos na produção do programa, como detalhes de bastidores e histórias adicionais sobre os personagens e o universo em que vivem. Essas novas plataformas podem atrair novos consumidores, que gostem mais de jogos do que de séries de TV, por exemplo. Eles podem se interessar pelo programa e por outros conteúdos relacionados simplesmente porque gostaram do jogo colocado na internet.
Vejam a entrevista na íntegra aqui
Assinar:
Postagens (Atom)

